Guarda Nacional

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A Guarda Nacional não era ligada ao exército e sim ao Ministério da Justiça e não deveria ser abordada aqui (da mesma forma que a Imperial Guarda de Honra). Entretanto, a Guarda Nacional teve sua importância, especialmente nos primeiros anos de sua existência (entre 1831 e 1850), tendo sido vista inicialmente como uma alternativa à própria existência do Exército.

Sabre modelo 1831, de oficial, com pomo em forma da cabeça de leão, da Guarda Nacional. Acervo do MHN.

A tropa seria formada pelos eleitores do Império (aqueles que tinham certa renda, eliminando o proletariado) e seus oficiais seriam eleitos pela tropa, sendo as unidades organizadas por paróquias/municípios e seu uso administrado pelos juizes de paz. A idéia original sendo dar poder as oligarquias locais em relação a administração centralizada que tinha marcado o governo de Pedro I.

Como não podia deixar de ser, essa forma de organização gerou abusos e, na prática, nunca foi muito eficiente, de forma que a tropa passou por uma grande reformulação conceitual em 1851, apesar de ter continuado a existir até 1917.

O equipamento da Guarda Nacional seria fornecido pelo Ministério da Justiça, sendo este, na prática, os restos alquebrados de armas velhas que o Exército podia dispensar, não cabendo, portanto, muitas discussões nesse sítio sobre elas. A única arma que merece algum destaque é o sabre de oficial da Guarda Nacional, pois este é muito comum no país – em seu modelo de oficial.

Este sabre era muito semelhante ao do modelo 1831 do exército, tendo apenas como distinção o pomo, em forma de cabeça de leão. Do ponto de vista de modelos, os sabres da Guarda Nacional acompanharam os estilos dos sabres de oficial do Exército, sempre mantendo a distinção do pomo em forma de cabeça de leão.

No entanto, o fato dos oficiais terem que se equipar às suas custas (alguns dos eleitos para postos de oficiais tinham que recusar a patente, por não poderem arcar com os custos do uniforme/equipamento de oficial), além da tropa, na prática, ser um espelho das oligarquias locais, fazia com que alguns oficiais adquirissem armas mais luxuosas, que fugiam muito aos regulamentos militares do período, de forma que não se deve espantar com variações muito grandes em tipos de sabres da Guarda Nacional.