Sabres 1831

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Sabre modelo 1831, de soldado. Acervo do MHN.

Esta arma já é resultado do processo de “nacionalização” do exército, diferindo totalmente dos modelos anteriormente adotados, aproximando-se mais do estilo “francês” (é muito semelhante ao modelo de 1816 daquele país) de armas do que dos modelos ingleses, preferidos pelos portugueses. Estes sabres (havia dois modelos, um de oficial e outro de praça - este conhecido “sabre reiúno”)  seguiam basicamente o estilo francês de arma de cavalaria ligeira, com uma guarda formada por barras de seção mais ou menos circular e lâmina ligeiramente curva.

Detalhe de sabre modelo 1831, de oficial. A diferença mais visível com relação ao sabre reiúno é o brasão com a coroa e o monograma "PII", colocado na guarda. Acervo do MHN.

Havia dois modelos oficiais dessa arma: o sabre reíuno, distribuído à tropa, e que não tinha nada que o distinguissem, sendo esta arma rara em museus brasileiros. O segundo modelo - hoje muito mais comum em museus e coleções particulares, é o de oficial. De linhas semelhantes ao sabre reíuno de 1831, tinha a lâmina decorada com gravações em motivos fitomórficos (plantas), o brasão do império e as inscrições “Patria e Constituição” de um lado e “Imperador e Nação” do outro - inscrições que são significativas da nova visão da Regência, de se restringir os poderes despóticos do imperador.

Este modelo continuou a ser a arma regulamentar dos oficiais brasileiros (os soldados receberam um novo modelo em 1881) até os primeiros anos da República, mas houve alterações de estilo que, apesar de não serem oficiais, foram marcantes, a pondo de podermos dizer que houve um novo modelo de sabre em 1851, que será abordado mais adiante.