Machadinha

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Machadinha de Abordagem

Machadinha de abordagem brasileira do período da guerra do Paraguai, mas semelhante às anteriores. Acervo do MHN.

A machadinha usada a bordo dos navios tinha uma dupla função: era parte do equipamento de uso dos marinheiros. Esta era necessária em algumas ocasiões, como quando era necessário se desfazer rapidamente de parte das cordas e mastros de uma embarcação, danificados por tempestade ou pelo fogo inimigo. De fato, uma das "escolas" de combate naval – aquela adotada entre outros pelos Franceses e Brasileiros - previa que o fogo fosse feito principalmente contra os mastros dos navios inimigos, como uma forma de se reduzir a capacidade de manobra dos mesmos. Naturalmente, os danos nos mastros teriam que ser remediados o mais rápido o possível, uma das formas emergenciais sendo o descarte de toda a parte danificada.

Naturalmente, se a machadinha podia ser usada como ferramenta, ela também podia ser uma arma, e para isso parte das tripulações dos navios a recebiam: durante o Império foi adotada uma norma, especificando o número de machadinhas de acordo com a classe das belonaves: as maiores (naus), receberiam 40 machadinhas, as menores (barcas), 12. Essas eram distribuídas a membros específicos da tripulação. Um manual de artilharia especificava que entre os artilheiros das peças, em caso de abordagem, os primeiros serventes seriam a equipagem da 1a leva de ataque/defesa, os chefes da peça da 2a leva de ataque/defesa e os segundos serventes, equipados de machadinhas, seriam parte da equipe de "reforço de incêndio", ou seja, mais como membros da equipagem de reparos do que como combatentes, mas mesmo assim prontos para o combate.

Saíram de serviço na armada apenas em 1892, sendo removidos dos navios "por não corresponderem mais às necessidades da tática atual", sendo substituídos pelos revólveres e, como ferramentas, pelos machados normais, de combate a incêndio.