Sabre de Abordagem

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Sabre de abordagem modelo norte-americano de 1860, usado pela Marinha Brasileira. Acervo do MHN.

Este é outra arma de uso bem antigo na marinha, provavelmente com um tipo mais específico, devido as características do seu uso naval. Os exemplares conhecidos na Europa normalmente têm uma guarda grande, servindo para proteger a mão do combatente (que não usava armaduras), sendo que esta guarda muitas vezes é de latão, para diminuir os efeitos da oxidação causada pelo ar marinho. A lâmina é sempre curta, para não dificultar a esgrima nos espaços apertados de um navio e, normalmente, têm uma certa espessura, para poder ser usada para cortar cordas, etc, como a machadinha de abordagem. Além disso, tem usualmente uma certa curvatura, para aumentar a eficiência dos golpes de gume.

Detalhe do punho do sabre acima

Essas características aparentemente permitiriam identificar uma arma específica, mas é muito raro se encontrar exemplares que podem ser datados de antes de meados do século XIX – acreditamos que isso se deva ao fato do suprimento dessas armas ser feito, muitas vezes, pelos Arsenais do Exército, que só dispunham de ter terçados comuns.

De qualquer forma, os regulamentos da Marinha do século XIX previam o uso de sabres de abordagem por dois terços da tripulação de todos os navios de guerra, ou seja, entre 600 e 100 armas pelos navios, de acordo com a sua classe (nau até barca).