Terçado

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Terçado, s.XVIII. Acervo do Museu Histórico Nacional.

Uma das armas que surge no século XVIII é o terçado (ou chifarote) de infantaria. No século anterior, os soldados também portavam espadas, como os oficiais, mas a regularização dos uniformes e equipamentos do “século das luzes” eliminou este uso, nem que fosse apenas mais uma maneira de distinguir os oficiais (fidalgos) das praças. Como a baioneta não podia ser usada sem a espingarda, por não ter punho, passou-se a distribuir a tropa uma espécie de sabre curto, o terçado, que era usado em assaltos, combates corpo-a-corpo - caso se perdesse o conjunto espingarda/baioneta - e, mais provavelmente, como ferramenta de uso diário (para cortar lenha, abrir caminhos, etc).

Terçado modelo Francês do ano IX, usado por fuzileiros (infantaria pesada) brasileiros no século XIX.

Não temos muitas informações sobre os terçados usados aqui, o único exemplar com data comprovadamente do século XVIII que encontramos sendo de uso civil. As figuras disponíveis mostram, contudo, um sabre curto, com guarda de latão em barras, quase fechada do tipo ilustrado nessa página.

No século XIX, os terçados permanecem em uso na infantaria pesada (Granadeiros e Fuzileiros) até a Guerra do Paraguai, quando são substituídos por sabres-baionetas. Antes disso, os Caçadores já os tinham descartado, substituindo-os por sabres-baionetas longos e pesados, conhecidos com refles.