Comblain

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Os mosquetões Comblain, por se destinarem a um uso muito mais restrito do que as carabinas, seja em termos de números ou até mesmo em termos de gasto, já que não eram os equipamentos principais da artilharia e engenharia, não foram comprados em números muito elevados. Mesmo assim, muitos subsistiram até os dias de hoje. Também não sofreram o longo processo de mudanças por qual as carabinas passaram, havendo apenas dois modelos deste mosquetão no Exército Brasileiro. O modelo 1, ou de 1873 ou ainda, Belga, e o modelo 4 (não mosquetões dos modelos 2 e 3), que também é conhecido como modelo de 1885, apesar de ter sido comprado em 1891, na firma de Nagant e irmãos (foram recebidos em 1892).

O mosquetão de cima é do modelo 4, com parafuso-trave do eixo.Afora isso, idêntico ao modelo 1. Acervo do Museu Histórico Nacional.

Basicamente, os dois mosquetões são idênticos, a única diferença externa entre eles sendo a existência de um parafuso retém do eixo da alavanca de armar no modelo 4, como nas carabinas do mesmo sistema.

Apesar de ter sido feita uma grande compra de mosquetões Comblain em 1892, o seu destino já estava marcado naquela data. A introdução da Mannlicher, apesar do sistema que não dispor de um mosquetão específico, mostrava que uma arma de tiro simples não teria futuro no Exército. Os Comblain ainda seriam usados pela Artilharia na Campanha de Canudos (1897-1898), mas logo seriam abandonados, trocados pelas carabinas Mauser.

Uma observação final: o mosquetão comblain usa um cartucho diferente do da carabina, mais curto, apesar de ser de ouropel (latão enrolado). A munição das duas armas não é, portanto, intercambiável.

Mosquetões Comblain

Dados técnicos:

Calibre:

11x42  mm

Comprimento:

98 cm

Peso:

 3,36 kg

Raias:

4 a esquerda

Alcance útil:

200 m

Alça de mira:

de 100 a 500 m

Cadência de fogo (útil):

8 tiros por minuto

Cadência de fogo (max):

16 tiros por minuto

Velocidade inicial:

? m/s